sábado, 11 de março de 2017

CAIO Gabriela: Um simpático divisor de águas

O primeiro ônibus articulado do país. O primeiro trólebus nacional que daria base à segunda geração de veículos elétricos fabricados após seis anos de estagnação. Responsável por consolidar uma nova tendência de conforto e design na indústria de ônibus brasileira. Personagem atuante no primeiro BRT – sistema de vias segregadas para veículos de transporte coletivos – do mundo. 

Uma carroceria que incorporava a configuração de ônibus de três eixos para o mercado urbano, o que era raro em sua época. Mas ao mesmo tempo, uma carroceria que também poderia ter versões bem rústicas com a dianteira de caminhões, se parecendo com uma jardineira.


Um modelo que chegou a compor praticamente frotas de cidades inteiras e, de quebra, conferiu à sua fabricante a liderança definitiva do setor de carrocerias urbanas. Ufa! Com um currículo deste, não é exagero nenhum dizer que o modelo Gabriela, da fabricante de carrocerias CAIO, foi um divisor de águas no mercado de ônibus brasileiro, e que sua concepção trouxe uma cultura de fabricação de veículos de transportes coletivos, com elementos até hoje adotados pelas fabricantes do Brasil, que se encontram entre as mais respeitadas do mundo. 

Um dos exemplos é privilegiar a visibilidade para os passageiros e motorista. Apesar de alguns modelos já nos anos 1960 adotarem linhas mais retas no design, carrocerias mais limpas de detalhes e um projeto que privilegiasse melhor a circulação interna de passageiros, com maior conforto e visibilidade por áreas envidraçadas maiores, esses conceitos só se tornaram palavras de ordem no mercado de ônibus urbanos após o lançamento deste simpático modelo.

Fonte: Ponto de Ônibus

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